segunda-feira, 15 de setembro de 2014

#99 Resenha - Carta de amor aos mortos (Ava Dellaira)

Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Boa tarde amados leitores 

Terminei ontem a noite mais uma das minha leitura que veio da Bienal. Infelizmente, essa não me agradou. Vou explicar o por que, mas antes vou dar uma breve tapeada na estória.

Tirando a dúvida que muitos talvez possam ter, o livro não é espirita nem nada, digo isso por causa do título que ele carrega. No encontro de blogueiros da editora Seguinte perguntei sobre isso. Achei que poderia ter algo com a protagonista fazer contatos com os mortos e tal. Mas não. As cartas que ela escreve são uma espécie de diário. Ao invés de dizer "querido diário" ela diz "querida Amy Winehouse" ou "querida Judy Garland" e ela conversa e desabafa como se a pessoa fosse real, estivesse ali. Só isso..

Então, como Laurel perdeu sua irmã mais velha, entra pro ensino médio, muda de colégio e fica longe dos amigos, é difícil ela se encaixar em um novo grupo. Até que ela começa a fazer essa espécie de diário. Isso meio que da forças pra ela enfrentar suas novas mudanças. Ela faz amigos, se enturma novamente e se transforma em uma jovem mudada e mais madura. 

O livro alterna em passado e presente. Ora sobre Laurel com sua irmã e sua infância, ora sobre Laurel enfrentando seus medos e o peso da suposta culpa que carrega pela perda de May. 

A resenha continua com alguns spoilers.

Eu fiquei contente por o livro não ter uma narrativa chata de adolescente que sua maior preocupação é espinhas e dever de casa. Isso me irrita muito quando invento que querer ler livros com conteúdo adolescente. Mas não foi o caso desse. Gostei por alguns personagens terem uma voz forte e pensamentos maduros. E a forma como Laurel expressava seus sentimentos sem ser ridículos. Digo, ela tinha problemas reais. Coisas que muitos adolescente jamais passaram - e tomara que nunca passem. E pra quem teve os problemas que Laurel teve como:perda da irmã, abuso sexual e a perda da mãe por não ter aguentado o tranco por assim dizer e ter ido embora. 

Mas mesmo Laurel falando muito bem de sua irmã e de quanto ela era corajosa e destemida, fiquei indignada de como ela colocava Laurel em perigo. Poxa! Ela quer sair com um cara que tem o dobro da sua idade, dai ela leva a irmã mais nova para o cinema como desculpa para sair, deixa a irmãzinha com o amigos do cara e vai embora! Embora! Volta mais tarde pra pegar Laurel no cinema e depois e tonta concorda em fazer isso de novo, e várias e várias vezes. E em todas as vezes ela é molestada. E May, a irmã mais velha aventureira e irresponsável não sabe de nada. Como se isso nunca fosse acontecer! Sabe o que eu pensava dessa garota? Minha reação era mais ou menos assim



E o pior é que isso é uma coisa real. Essas coisas acontecem e as pessoas que caem nesse laço nunca param pra pensar na baita irresponsabilidade que esta fazendo. Por isso que essa parte do livro me deixou tão frustrada. 

Mas, o que me deixou desconfortável na estória foi algo que prefiro não comentar aqui pra evitar debates sem fim. 

Abaixo esta o vídeo da autora para os leitores brasileiros:


Segundo o blog Sobre Sagas, a 20th Century Fox comprou os direitos de adaptação de Cartas de Amor aos Mortos, romance de estreia de Ava Dellaira. A produção do filme ficará por conta de Wyck Godfrey e Marty Bowen, que já trabalharam juntos em A Culpa é das Estrelas, e o roteiro será escrito pela própria autora.

Beijinhos queridos leitores, espero que tenham gostado da resenha. Até a próxima! 





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Um comentário:

  1. Oi Pamela , confesso que já tive interesse nesse livro mas não cheguei a comprar justamente pelo título, obrigado por esclarecer. Não sou a maior fã do gênero mas gosto de coisas novas então porque não apostar né :)

    Abraços e obrigado pela visita no Dezenove Primaveras :)
    http://dezenove--primaveras.blogspot.com.br/2014/09/resenha-27-trocada.html

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