quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Bariloche dia 4 - Cerro Tronador


Bom dia viajantes!

Hoje vou escrever com muito amor aqui. Por que irei falar sobre o meu passeio favorito de Bariloche: o Cerro Tronador.

Localizado dentro de dois parques nacionais, Nahuel Huapi na Argentina e Vicente Pérez Rosales no Chile. O Cerro Tronador é um vulcão extinto no sul do Andes. Ele fica entre a Argentina e o Chile e tem uma altitude de 3470 m.. Ele foi chamado de Tronador pelo habitantes locais por causa do som que os blocos de gelo fazem quando caem. (Fonte: Wikipedia)

Acordamos mega cedo para esse passeio. Tomamos nosso café da manha mega reforçado, abastecemos as mochilas e depois pegamos a van  da Si Turismo. O passeio é bem longe, levamos a manha toda (umas 4 horas) até chegar numa casa que é um hotel e restaurante.

Durante todo o percurso, desfrutamos lindas paisagens. Todo o caminho é repleto de uma flor roxa que se chama Lupinos, ela não é natural de lá, foi trazida da Europa.

Nossa primeira parada foi num lago maravilhoso de água cristalina. Teve gente que até aproveitou para beber aquela água potável. Nos fundos do lago tinha aquela incrível visão do Tronador.

Primeira parada

Primeira parada

Depois continuamos seguindo viagem. Era uma vista mais linda que a outra. Eu não conseguia parar de olha e de fotografar. É algo totalmente diferente do que estamos acostumados na nossa região. É uma mistura do branco da neve com o verde das plantas. Aquelas cabanas de inverno que so vejo nos filmes. É algo realmente lindo e espetacular.

Sobre a questão do clima, apesar de ser montanha, achei que era mais frio em Bariloche do que no percurso para o Tronador. Apesar da minha roupa de frio na foto anterior. Dava pra ficar sem o cachecol. Tinha uns que estavam até sem nada de casaco. Dai o frio é uma coisa muito do ponto de vista de cada um. Mas como você vai e volta com a mesma van, não tem problema nenhum deixar suas coisas dentro dela.

Outra coisa que vale destacar é o lado que você vai sentado. Se você foi de van, como foi o nosso caso, sente do lado direito para a ida. Apesar de o lado esquerdo ter sim umas vistas lindas (foi o lado que sentamos) a maior parte das vistas das montanhas é do lado direito. Quando você volta, obviamente você até vai poder aproveitar a vista também. Só que as montanhas vão estar para tras de você e também você vai estar cansado e talvez queira tirar aquele cochilo. 

Depois fizemos mais uma paradinha num ligar fantástico onde tem um camping. (Foto da ponte) O lugar tem uma infraestrutura bem bacana. Aproveite para usar os baños, por que depois demora bastante pra chegar até o próximo ligar para fazer um pipi. Ah! O banheiro tem que pagar pra usar, 1 peso se não me engano, mas garanto pra vocês que o banheiro era super limpinho (pelo menos no dia que fomos estava bem limpo).

Segunda parada
Depois continuamos nossa rota e paramos num mirante show de bola que se chama Mirador Lago Mascardi. Era uma disputa de lugar pra bater foto. Mas vale a pena esperar. Se você for de carro da pra esperar com mais calma. Essa parada foi mais rápida, por isso a gente batia a foto de qualquer jeito mesmo.
Terceira parada
Terceira parada
Terceira parada, vista do mirane

Depois paramos num restaurante que também é um hotel que se chama Pampa Linda. Eles tem uma cadeiras do lado de fora que você pode tranquilamente fazer seu lanche caso você tenha trazido. Eu comi no restaurante, mas sinceramente não curti muito a comida de la. Tem o buffet onde fica a comida mas não você que se serve. É estranho. Tem o cardápio, você escolhe no cardápio o que quer comer, mas é a cozinheira que coloca pra você. Fora que errei no que pedi né gente. Não curti a comida daquele local. Minha sugestão é levar lanches e comer pelas mesas do lado de fora. 

Restaurante e hosteria Pampa Linda
Depois de almoçarmos, foi mais um bom pedaço pela estrada e finalmente chegamos ao Tronador. Ele é lindo gente. Serio mesmo. As fotos mostram penas uma fatia da beleza dele, só mesmo de perto e sentindo aquele lugar vocês vão entender a grandiosidade daquele vulcão adormecido. 


Última parada
Última parada

Tronador

A água que vocês estão vendo, é o que desce das geleiras, e ela tem essa cor por que é super mineralizada. Tem uma cerca la em baixo onde os turistas não podem ir.

Sobre o essa montanha maravilhosa, tem muito mais coisas que da pra fazer. Conheci algumas pessoas em Bariloche e em especial duas meninas muito simpáticas. Elas me falaram que da pra fazer uma caminhada super bacana o dia todo, no final do dia você chega em um refúgio onde da pra comer, tomar banho e dormir. Um passeio totalmente diferente do que eu fui. Elas até patinaram no gelo. Sem dúvida, vai ser o próximo passeio que terei que ir.

Agora gente. Falando sério. Quando vocês forem a Bariloche, façam o passeio do Serro Tronador. É fantástico. E se tiverem que escolher só um, escolham o Tronador. É sem arrependimentos. 


               

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Bariloche - Dia 2 e 3

12/02/2018


Boa tarde queridos leitores

Como falei anteriormente, os próximos posts serão sobre a minha viagem a Bariloche. Vou dar dicas super legais pra vocês em cada dia, e no final farei um apanhado geral. De onde trocamos moedas, o que levar e o que não levar, dicas de onde comer, onde se hospedar e assim por diante.

Hoje vou contar pra vocês um pouco de como foi o nosso segundo e terceiro dia.

DIA 2 - Depois de tomarmos um delicioso café da manha, tiramos o dia pra conhecer melhor a cidade, já que quando chegamos foi mais por cima, não chegamos a entrar em muitas lojas nem nada. Dai, aproveitamos pra já comprar alguns souvenires, chocolates e afins.



Loja de chocolates Mamuschka


 Conhecemos algumas lojas de chocolates bem bacanas. As mais famosas da cidade são: Rapanui e Mamuschka (e também as mais caras, porém, mais gostosas e lindas 😍). Mas se você quer um chocolate barato e bom, recomendo a Del Turista. Eu tinha lido uma vez num blog que é as Americanas do chocolate, e tenho que concordar. Lá tem uma variedade bem grande de chocolate. Mas se você é vegano, eu recomendo a Mamuschka, a variedade lá é bem maior de opções veganas. Nos outros lugares eu só achei o chocolate puro mesmo, dai já não tem diferença nenhuma daqui.

Outro lugar bom para comprar chocolate é o Frantom, eles também tem uma variedade bem bacana e umas gotas que vem num pacotinho que são recheadas de doce de leite. Delicia.

Fomos pesquisar preços dos passeios, mas só decidimos o que iriamos fazer no dia seguinte.

Praça de alimentação do shopping de Bariloche

Depois fomos conhecer o shopping da cidade. Sinceramente eu achei que ele seria bem pequeninho, mas me surpreendi. Claro, não é um gigantão de 3 andares, mas até que é bem grande sim. Tem várias opções de comida na praça de alimentação, e tem SubWay e cinema. Almoçamos no SubWay, porém o preço lá não é quem nem do Brasil. Por exemplo, eu sempre peço o vegetariano que custa uns R$ 8,00 (oito reais) porém, lá o vegetariano custa 90 pesos (convertendo para reais = R$ 18,90 sendo que o peso é 0,21). É praticamento o preço de um de carne aqui no Brasil, mais caro até. Claro que ainda era uma das coisas mais baratas pra se comer lá ta gente. Isso era algo que eu tinha lido bastante. A moeda pra gente é super barato, o peso é muito desvalorizado aqui no Brasil, então você consegue levar bastante pra lá. Porém os preços não são muito diferente daqui, algumas coisas como SubWay por exemplo, é até mais caro. Na questão de alimento, o jeito é comprar coisas que você possa compartilhar e que se possível, sobre e de pra comer depois. Como uma pizza por exemplo. Comemos em duas, e sobrou pra nos duas comermos depois.



Museu
DIA 3 - A previsão do tempo naquela cidade é extremamente doida e precisa. Acordamos com uma chuva de cair meio mundo. Nem saímos do hotel de manha cedo (ódio). De tarde, ainda estava chovendo mas bem de levinho, então aproveitamos pra conhecer o museu que tem no Centro Cívico. É muito legal, custa 50 pesos (R$ 10,50). Primeiro a mulher disse que era 70, dai ela perguntou se a gente era brasileira. Dai foi pra 50. Melhor pra gente. hehe

O museu é bem diversificado. Conta a historia dos primeiros imigrantes e também do povo nativo. E tem varias especies de animais empalhados da região (assustadoramente estranho)

Gente o museu é quente. Na real todo ambiente fechado lá é quente. É um tal de tira casado, bota casaco. Pelo menos se você for no inverno, frio nos lugares fechado você pode ter certeza q
ue você não vai passar.

Quando estávamos saindo do museu (bota casaco) a chuva se foi e deu alguns minutos de céu mais ou menos limpo. Bora bater foto no lago. Frio, frio, mas que frio. Não parava de ventar. Se ficássemos parada e fossemos um pouquinho mais levinhas o vento levava a gente. Mas rendeu fotos lindas e deu pra curtir muito a paisagem.

              



Depois fomos almoçar um lugarzinho amorzinho perto do hotel e do Centro Cívico, o lugar se chama La Marca Patagónica, mas apelidamos de "Casa do Hobbit" hehe. A frente do lugar é muito fofa. A comida ali é uma delícia, preço mais ou menos e como em todos os lugares: "tira casaco".

Restaurante La Marca Patagónica

Prato de entrada

Depois decidimos como seria a nossa programação, escolhemos a agencia de turismo Si Turismo. No pagamento a vista tem 10% de desconto. Sugiro muito o lugar. A pessoa que atendeu a gente se chama Celeste, ela fala muito bem o português então foi super prático pra gente entender e tirar todas as dúvidas.

Infelizmente começou a chover, voltamos pro hotel e depois fomos pro Salão do Reino.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Bariloche - Dia 1

24 de dezembro de 2017




Bom dia viajantes!

A postagens de hoje e dos próximos dias, será sobre uma viagem incrível que fiz com a minha amiga para um pedacinho do paraíso que se chama Bariloche. Bariloche é uma das cidades da província de Rio Negro, e Rio Negro, é uma das províncias da Patagônia. Bariloche é uma cidade que tem como forte o turismo e atividades comerciais de chocolate, couro e artigos de lã - e pensa num chocolate gostoso. 🍫

Mas agora vou contar pra vocês como foi a nossa experiência, em especial nesse post, a ida. Saindo de Blumenau (SC) até o aeroporto de Curitiba (PR) - “Mas pra que tão longe? Tem o aeroporto de Navegantes (SC)”. Sim, verdade, mas quando compramos nossa passagem, a melhor opção em questão de valores era Curitiba. Como meus pais levaram a gente, acabou dando tudo certo.

Chegando no aeroporto de Curitiba, chegamos mega cedo. O aeroporto estava praticamente vazio (nosso voo era 5:50 da manhã, e chegamos 3 horas de antecedência. Três. Horas.) Fizemos check in, perguntamos a moça da TAM se a mala só iríamos pegar em Bariloche, ela disse: “somente em bariloche”. “Moça, tem certeza? Não vou precisar ficar procurando ela depois?”. “Não, você só vai pegar ela no destino final em Bariloche.” Ok. Check in feito, esperamos mais um pouco e embarcamos rumo as conexões. São Paulo/Buenos Aires/Bariloche. Até chegar em São Paulo, deu tudo certo. O problema foi quando chegamos em Buenos Aires.  

Em Buenos Aires, tivemos que passar pela imigração. Uma fila quilométrica que levou praticamente 1 hora pra passar (exatamente o tempo que tínhamos para a nossa conexão). Estava quase chegando a vez da minha amiga ser atendida, e nisso veio uma turma de argentinos, a qual a imigração deu preferência a eles.  E daí demorou uma vida. 🙄 Pronto, a bagunça foi concluída com sucesso.  Lembra da conversa que tive com a moça no checkin? Então, depois que passamos a imigração lá estava as malas. “Putz Maisa agora a gente tem que fazer o checkin de novo pra despachar as malas. Não podemos ir direto pro embarque.” Então lá fomos nós. E para nossa supresa e alegria o que será que aconteceu? “Desculpem o checkin já fechou e o avião já vai sair.” 😐😐😐 “Moça você não tá entendendo.” Vocês acreditam que a mulher da Latam não tava acreditando na gente quando contamos o que houve na imigração? “Mas tinha quantas pessoas na fila?” Minha reação: “😡😡 A fila ia até na porta senhora!!!” Esperneei, chorei, já tava me dando falta de ar, até que apareceu mais algumas pessoas que aconteceu a mesma coisa. Daí viram que estávamos falando sério. Nisso eles deram um jeito e em uma hora estávamos - glória a Deus - embarcando num voo para Bariloche. A latam conseguiu colocar a gente num voo de uma outra companhia aérea, já que a culpa não foi nossa. 🙏

Finalmente chegamos em Bariloche. Gente. Não tragam frutas ou plantas na mala de vocês tá. Tudo passa num tipo de “raio x biológico” ou sei lá como se chama. Se tiver, você não pode entrar na cidade com isso. Tinha uma mulher terminando de comer sua maçã pra poder sair do aeroporto. 

A cidade não tem Uber. É táxi, remise (parecido com o Uber) ou ônibus. Do aeroporto até o centro de remise é 350 pesos (R$ 73,50 —- sendo que 1 peso pagamos 0,21 centavos. A conversão farei sempre em reais.) conseguimos dividir com mais duas pessoas, daí não ficou tão pesado. Mas é muito melhor do que táxi, teve uma blogueira que disse que estava 100,00 dólares ir de táxi. 😱😱😱

Chegamos na cidade (finalmente 🙏) tudo aqui é lindo. Nosso hotel é maravilhoso. Escolhemos o Kenton Palace. Fica do lado do centro cívico e é pertinho de tudo. Super pratico pra se locomover, um café da manhã maravilhoso (me entupi de croissant) e os funcionários são extremamente gentis. 
Uma coisa que não sabíamos, é que todo turista que chega na cidade (não importa se for estrangeiro ou argentino, paga uma taxa pra cidade de 270,00 pesos (R$ 56,70). Independente de quanto tempo você for ficar na cidade, o valor é esse. 

Depois que deixamos nossas malas, tomamos um banho e descansamos um pouco. Fomos dar uma volta pela cidade e procurar algo para jantamos. Fomos até um restaurante chamado El Chiringuito, preços acessíveis e um atendimento excelente e super rápido. Pedimos uma pizza maravilhosa que até sobrou e levamos pro hotel para comer no dia seguinte. 


El Chiringuito


E esse foi o nosso primeiro dia gente. Obrigada por tirar um tempinho para ler. E fiquei ligados, que logo mais postarei o que fizemos nos outros dias da nossa aventura. 😉

domingo, 23 de julho de 2017

Urubici (SC) - Cidade do aconchego

23 de julho de 2017

💜 Boa noite galera 💜

Fazenda Morro da Cruz

Em junho eu fui pra Urubici aproveitar o feriado. Gente aquela cidade é muito aconchegante. O foco da cidade é contato com a natureza. Relaxar. A hora passava mega devagar e dava pra super aproveitar o dia. Então hoje eu vou falar um pouco de como foi lá,  e das dicas de passeios.

Dia 1 - Chegada na casa e Fazenda Morro da Cruz


De Blumenau até Urubici da umas 6 horas de viagem, chegamos na cidade por volta das 12 horas. Ficamos hospedados o feriado em uma casa de sítio. Pra chegar até a casa, tivemos que pegar 12km de estrada de chão depois de já ter chegado na cidade. É mega longe, mas vale muito a pena.

Fazenda morro da Cruz 
A casa é bem aconchegante. Madeira, fogão a lenha, um gramadão pra ficar deitada vendo as estrelas.. Em fim, um lugar que dava pra chamar de lar mesmo não sendo seu. Como chegamos já passava do meio dia, almoçamos e depois fomos passear no Morro da Cruz.
Esse morro fica em uma fazenda relativamente perto de onde estávamos hospedados. Você paga R$ 5,00 pra subir. Se o carro tiver tração ele pode subir a maior parte do morro. Caso contrário,  só caminhando mesmo. De qualquer forma, vai ter um pedaço que é só caminhada mesmo. Mas é lindo de mais gente. A minha sugestão é de levar água.  Por que mesmo sendo frio, o ar é meio seco e da uma canseira danada.

Dia 2 - cachoeira Véu de noiva e Serra do Corvo Branco

Restaurante Véu de Noiva

Na sexta feira o dia amanheceu mais fechado. Por isso decidimos ir até a cachoeira Véu de Noiva, já que ir para os morros não teria muito sentido, afinal, não daria de ver nada. Mas antes disso, tomamos aquele delicioso café da manhã. Lembrando que comida era no fogão a lenha. Muito bom!

Cachoeira Véu de Noiva
Como a preguiça era grande, demoramos um pouco pra sair do cafofo, já era perto do almoço quando decidimos finalmente sair. Chegando na Cachoeira Véu de Noiva, você tem que pagar R$ 5,00 pra entrar. Lá na cachoeira tem um restaurante bem bacana. E pra quem é vegetariano, o almoço fica pela metade! O lugar também tem um monte de lembrancinhas da cidade, cachecol, toucas, luvas, e mais um monte de cacareco de Urubici. A maior parte é item artesanal, por conta disso eu não vejo como algo caro. Como também faço artesanato, eu entendo que da muito trabalho, e as vezes a matéria prima não é nada em conta.

Só vou dar uma dica pra vocês na hora de pagar a conta. Eles aceitam cartão, mas na hora que fui passar no credito o cara do caixa disse "só debito". Entao, eu com a mão cheia de imãs de geladeira disse "então não vou levar nada" e devolvi tudo pra ele. Gente, sem mentira, questão de segundos ele pediu a senha e passou no credito. Dependendo do plano que os comércios fazem, debito já entra na conta no dia seguinte, já no credito as vezes leva dias ou semanas. Então eles acabam fazendo essa jogada em cima do cliente pra receber o dinheiro mais rápido. Tirando esse detalhe, o estabelecimento é muito bom. Experimente a lasanha de pinhão, é uma delícia. 

Serra do Corvo Branco onde tem os paredões
Saindo do restaurante, você vai passar pela catraca e descer até a cachoeira. Ela é linda gente. Claro, não espere algo como as cataratas de Iguaçu né, mas a Véu de Noiva de Urubici tem sim a sua beleza. Tem alguns banquinhos perto dela caso você queira sentar e relaxar admirando a beleza dela. E claro, tem aquela disputa com os outros turistas pra bater foto. Mas vale a pena a espera. 

De tarde o tempo ficou um pouco melhor, o sol apareceu meio tímido e então deu pra gente ir até a Serra do Corvo Branco. Admito que esse foi o lugar que mais gostei de ir. Sou apaixonada por serras com paisagens exóticas, e na minha opinião essa serra foi de tirar o folego. Pra quem conhece a serra do Rio do Rastro, entenda que essa é totalmente diferente. Logo quando você chega no topo, ela tem dois paredões que fazem um tipo de fenda para os carros passarem. E quando você olha, pro "final" da estrada, parece que ela acaba ali, mas não, logo você vira a direita e segue a estrada. E tem horas que a rua fica bem estreita e da a sensação que você vai cair. Muita emoção ahsuahs. Nesse lugar você precisa ir bem agasalhado. Lá venta muito! E se você for no inverno tu vira um picolé e não vai aguentar muito tempo fora do carro.

Uma das vistas da Serra do Corvo Branco
Voltamos pra casa, a mãe fez quentão, comemos pinhão feito na chapa e pinhão cozido, jogamos canastra e mentiroso e demos muitas risadas.

Dia 3 - Improviso

No sábado, os planos eram ir até o Morro da Igreja (Pedra Furada) e cachoeira do Avencal. Estávamos no meio do caminho, mas por motivos familiares acabamos cancelando esses passeios, uma turma teve que voltar pra Blumenau nesse dia. Eu meus pais e meus tios acabamos ficando e fomos caçar pinhão atras do sitio. Foi uma tarde bem tranquila. Não foi o que esperávamos, mas foi muito bom também. Como não fui na Pedra Furada nessa vez, vou mostrar as fotos da última vez que fui em 2015.

Morro da Igreja (Pedra Furada) 2015
Para subir na Pedra Furada você tem que pedir uma autorização no centro da cidade. Por que tem um limite por carro lá em cima. Então antes de você subir, pegue essa autorização. Como já faz 2 anos que fui la e não fui dessa vez não sei bem ao certo como funciona, mas você consegue mais informações nesse link aqui.

Dia 4 - A volta. 

Foi isso gente. No domingo de manhã fizemos as malas e voltamos pra Blumenau. Paramos pra almoçar num restaurante de comida caseira (não lembro o nome) e depois seguimos a estrada.

Pra quem nunca veio pra serra Catarinense, vale apena. E se vocês tiverem tempo, passem pela serra do Rio do Rastro e voltem pelo litoral. Vocês vão poder aproveitar mais ainda as belezas de Santa Catarina.

E vocês? Queria saber sua opinião.  Já foram pra Urubici? Pra quem não foi, já ouviu falar do lugar?  Deixe seu comentário.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Viajar de ônibus. Como lidar?


08 de junho de 2017

Boa tarde queridos viajantes.


Hoje venho compartilhar com vocês algumas experiências que tive ao viajar de ônibus e algumas dicas para vocês. Pode parecer besteira pensar que tem qualquer tipo de complicação numa simples viajem de ônibus, porém quando ela dura umas 12 horas qualquer dica é bem vinda.

1- Faça uma play list

É a dica mais balaio/velha que alguém pode dar pra quem vai viajar, mas é justamente essa que muita gente se esquece. Quando vamos viajar, estamos tão preocupados na roupa que vamos levar, no tempo, no roteiro, hospedagem e em tantas outras coisas que nem nos lembramos dos pequenos passatempos. Afinal, se a viagem for longa a coisa pode ficar entediante, principalmente se for de noite e você não tem sono nenhum, não tem paisagem pra ficar admirando, ou não pode ler um um livro ou ver um seriado por que fica enjoado ou não pode acender a luz para não incomodar o companheiro. Então, por favor, faça uma play list.

Muitas pessoas usam o spotify, só que o problema é que se você não tiver internet, ou num lugar onde não tem cobertura de sinal ele não funciona. Tem a opção de se tornar Premium que dai você pode usar off line e também baixar as músicas.

Eu gosto muito de usar o aplicativo Documents. Como meu sistema operacional é o IOS, não da pra baixar musica da forma convencional que nem num Android, então usar o Documents é super bacana, baixo as músicas tudo do YouTube com um conversor de MP3.

2 - Série é vida!

Eu amo seriado. Sou viciada em séries, esse é um dos meus concorrentes quando eu tenho um tempo extra. Livro ou serie? Geralmente a serie ganha, rsrs. E no caso de viajem, é super bacana isso. Eu gosto muito de baixar alguns episódios no Netflix. Não é todo seriado que da pra fazer isso, algo que eu acho bem chato. Mas em fim, a Netflix tem uma aba onde tem todas as opções de filmes que da pra baixar. Se você não fica enjoado assistindo dentro do ônibus, é uma ótima forma de passar o tempo.

3 - Alimentando os portáteis.

E não da pra esquecer o nosso querido carregador portátil. Afinal, você está todo equipado com seus passatempos mas acaba acontecendo a infelicidade de a bateria acabar no meio da viajem. Não é todo ônibus que tem tomada para carregar. A minha viajem pro Rio Grande do Sul, só tinha uma tomada no fim no ônibus, eu não conhecia ninguém, e eu estava sentada bem lá na frente. Por isso não arrisquei em deixar meu celular la trás. Dai na parada deixei carregando la lanchonete. Já outra viagem que fiz há umas duas semanas atras, tinha uma tomada para cada par de acentos. Mas também você corre o azar de sentar em um lugar onde ela não funcione ou o seu companheiro também precisar usar. Na duvida, leve um carregador portátil. Só não esqueça os cabos USB.

4 - Não pode faltar o Dramin

Toda longa viajem tem os seus contra tem pos. Enjoos acho que é um dos mais inconvenientes. Nunca deixe o dramin de fora da sua necessaire. Já fiz essa besteira algumas vezes. Que arrependimento! Eu sou uma pessoa que dificilmente fica enjoada em viagem. Mas quando fico muito tempo sem comer ou tem muitas curvas é certo que o enjoo vem. Não chego a ponto de vomitar mas me da aquela leseira. Quando fui pro RS eu peguei um trecho na serra de noite. Foi terrível! As curvas não acabavam nunca é nada parava o enjoo. Como eu queria um dramin naquela hora.

E para outra coisa mega útil que o dramin funciona é para dormir. Sim, só uso o dramin em viagens, e quando voce viaja em excursao que todo mundo fica mais a vontade, e tem aquela pessoa que não cala boca até 2h manhã (e a viagem não está nem na metade), seus olhos já estão ardendo de tanto cansaço mas você não consegue pegar no sono por que a voz de certo alguem não te deixa dormir, é necessário um gatilho. Depois o efeito sonífero do drawing passa, mas o sono natural fica. Pra mim funciona muito bem. Claro que não sou médica, então se você nunca usou leia a bula e consulte o seu médico. 


5 - Use os banheiros das paradas 

Se tem uma coisa que jamais vou esquecer é a experiência de usar o banheiro de um ônibus em movimento. Não faça isso. Era de madrugada, na serra, e eu acordei enjoada e com muita sede. Bebi muita água. Deu alguns minutos e a vontade de fazer pipi veio. Eu não tinha muita escolha por que a vontade era grande. Resumindo. Fiquei roxa de tanto que me bati dentro daquele banheiro, tinha muita curva. Aquela serra era mais enrolada que fio de telefone. E até eu sair do banheiro meu único medo era: "esse ônibus vai cair de alguma  grota e eu estou aqui sentada na privada." Fora que tem cada personagem dormindo de cada jeito que você tem que fazer marabalismo pra não pisar em ninguém. Em fim, quando seu ônibus parar use os banhieros das paradas. A não ser que a vontade seja maior que nem foi no meu caso.


6 - Lanchinho sempre é bom.

Aquele salgadinho, aquela bolachinha, ou aquele sandubão feito em casa. Sempre leve seus snacks. O ônibus costuma oferecer água. É bacana por que ela sempre fica geladinha e você só tem que pegar o seu copinho. Porém, fica meio chato ter que se levantar sempre que você tem sede. Quando viajo eu pareço uma camela, sempre querendo beber água. Então eu prefiro levar uma garrafinha com água, às vezes duas quando a viajem é longa. E quando acaba, dai sim eu pego lá trás. 


7 - Sente-se e relaxe

Lembre-se sempre de levar um travesseiro ou uma almofada de pescoço. Viagem sempre é cansativa.  Quase toda vez que viajei de onibus eu passei calor e frio. Portanto se prepare para os dois. Levar uma daquelas mantas que dá pra usar como cachecol é uma boa, por que é prática na hora de sair do lugar. E as almofadas de pescoço geralmente tem aquele clips que vc pode pendurar ela na sua mala ou bolsa. 

8 - E os livros Pam?

Já ia chegar lá.  Como última dica, no quesito de entretenimento leve um livro. De preferência de papel, folha amarelada e não muito grosso  (a não ser que você esteja lendo uma saga tipo Guerra dos Tronos que não pode dar um stop até terminar tudo). Mas sério gente, em viagem quanto menos peso melhor. Até por que você vai querer curtir o passeio, então os livros vão ser mesmo mais para o trajeto até seu destino final. Então não tem a necessidade de você levar a sua biblioteca pessoal para sua viagem. 

Então é isso gente, essa são minhas dicas. E você?  Tem alguma experiência em suas viagens de onibus ou alguma dica que seria bacana compartilhar conosco? Deixe seu comentário,  vou amar ler.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A postagem tarda mas não falha

07 de junho de 2017

Boa noite meus queridos leitores.

Faz muito tempo que eu não atualizava mais o blog, e hoje venho aqui escrever a vocês o que tem acontecido nesses últimos meses.

Há quase sete anos quando comecei o Mil Léguas,  eu era uma adolescente desocupada que amava ler. Portanto, meu único trabalho além da escola era ajudar a mae com os afazeres de casa. Sendo assim, eu tinha tempo até dar com os pés.  Então eu passava o dia lendo, resenhando, navegando em outros blogs, fazendo parceria com editoras, gravando vídeos do meu correio... e por aí vai. Minha vida girava quase toda em torno de livros e do meu blog. 

Só que...

...a gente cresce. 

Depois que sai da escola, veio as responsabilidades.  Eu até que continuei um tempo escrevendo e tentando atualizar o blog, mas infelizmente o meu tempo estava sendo cada vez mais consumido por outras coisas que estavam se tornando prioridade na minha vida. E livros e o blog foram ficando pra trás. 

De vez em quando eu pensava: "hoje eu vou terminar de ler aquele livro e vou resenhar." Isso nunca acontecida. Quando eu tinha tempo pra escrever, já tinha se passado muitos dias depois de ter terminado o livro, e daí, as idéias da resenha já tinham ido embora. Fora que, a minha média de leitura caiu muito. Se em um ano da minha adolescência eu tinha lido uns 100 livros, ano passado com 21 anos eu não devo ter lido nem 10. 

Mas gente. Eu ainda continuo amando livros, amando esse mundo de folhas amarelas. Mas infelizmente 24 horas pareceu ser pouco pra mim, principalmente nessa transição de adolescente pra fase adulta, onde você se acha a mulher maravilha e quer fazer de tudo.

E por falar em tempo, acabei avaliando melhor o meu. Hoje, hoje, exatamente hoje eu estive pensando no blog, por isso voltei aqui e estou tirando alguns minutos da minha noite para escrever. 

Como disse, eu ainda amo livros, porém,  como a gente cresce e amadurece,  outras coisas vai crescendo e amadurecendo também.  Uma delas é meu amor por viagens.  

De vez em quando eu visito muitos blogs voltado pra esse tema, e comecei a ter essa vontade de escrever sobre isso também.  Por isso, a partir de hoje, o Mil Léguas não será apenas de livros, mas também de viagens.  Afinal, toda viajem tem uma história, quer ela seja boa ou ruim. E em todo bom livro, você sempre pode dar aquela  viajada sem sair do lugar. 

Quando pensei em escrever sobre um tema novo, até pensei em criar um novo blog. Mas daí eu pensei: "esse aqui já tem um "nome", já tem uma bagagem de 7 anos. Não vou jogar tudo isso pro ar e começar do zero. Acho que posso dar mais uma chance ao Mil Léguas. "

Então é isso gente. Hoje eu desabafei legal. Hehe, vou daqui pra frente voltar cada vez mais a ativa com esse blog. 

Eu amo ler os comentários de vocês,  deixem aqui pra mim no fim do post.

Beijos, até a próxima.  

domingo, 27 de dezembro de 2015

#110 - Resenha - Sangue na neve (Lisa Gardner)

A policial Tessa Leoni matou seu marido, Brian Darby, em legítima defesa. A arma do crime está à vista de todos e os hematomas no corpo de Tessa confirmam a ocorrência. A policial também não fez questão de fugir, ou de arrumar qualquer justificativa para explicar aquele corpo estendido no chão da cozinha, portanto, aparentemente, o que a investigadora D.D.Warren tem à sua frente é o desfecho de uma briga doméstica. Um caso simples. No entanto, ao abrir o inquérito, D. D. terá uma surpresa: este não é o primeiro homicídio de Tessa Leoni e — afinal — onde está a filhinha de seis anos da policial? Será que a policial Leoni realmente atirou em seu marido para matá-lo? Uma mãe seria capaz de prejudicar intencionalmente sua filha? D. D. Warren, a experiente detetive que acredita que desvendar um caso é como mergulhar na vida do criminoso, enfrentará mais uma investigação que a levará a uma busca frenética por uma criança desaparecida enquanto tenta encaixar as peças de um mistério familiar que a levará a quebrar os muros do corporativismo policial.

Boa noite leitores.

Li já faz algumais tempinho esse livro. Gosto muito das obras da Lisa, e a muito tempo esse livro já estava na minha lista.  Porém,  diferente de "Viva para contar" e "Esconda-se", esse infelizmente não me prendeu que nem os outros. Achei meio previsível,  e óbvio de mais para certas coisas. Não quero dar spoilers aqui, então não vou dar muitos detalhes sobre o que foi tão óbvio.  rsrs 

Acho bacana quando além do caso, os personagens ainda tem a sua vida pessoal na estória.  Mas a autora, na minha opinião,  colocou isso de mais. Ficou meio que 'enchendo linguiça', então essas partes eu pulava, já que o que eu realmente queria ler era o caso policial.

Mas em fim, mesmo com os pontos negativos, eu gostei do livro. Apesar da lenga-lenga exagerada em algumas partes,  estória é bem construída e não fica ponta solta ou aquela sensação de que tem algo faltando. Não é meu livro favorito, longe disso.  Mas dá pra passar o tempo.
 

Mil Léguas Template by Ipietoon Cute Blog Design